Pobres Criaturas|Poor Things

Pobres Criaturas. Poor Things.

O filme. Um rico filme.

Adoro cinema. Ir ao cinema. Escrever sobre cinema. Ver filmes que se destacam, por vários motivos.

Aprecio a sétima arte, há algo de mágico numa sala escura com écran gigante e que é uma porta para mundos que expandem o nosso mundo interior e nos conectam, simultaneamente, com ele.

Este filme do realizador Yorgos Lanthimos é algo soberbo, e que considero uma inquietante e feliz experiência cinematográfica, também pela rudeza de como se perspectivam temas e características da condição humana e da vida em sociedade, o que acaba por poder causar alguma reflexão e expansão de consciência através do maravilhoso, icónico, fantástico, colorido, intenso, singular, complexo e cómico mundo que é criado através da história de Bella Baxter.

Este filme é uma ode ao cinema e à vida, e isto resulta da soma de várias parcelas: uma banda sonora perfeitamente fundida com as cenas, a excelência dos actores (#EmmaStone, #MarkRuffalo, #WillemDafoe…) que dão vida a personagens complexas e apaixonantes, os planos característicos de um realizador invulgar…

Esta é a minha visão e, uma vez que nós vemos e sentimos o mundo, os outros e as situações de acordo com a nossa história, e também de acordo com as lentes que o nosso momento pessoal providencia e permite, deixo claro que esta é a minha reacção ao filme, sendo que, certa de que este filme impactará de forma particular cada pessoa consoante o seu próprio mundo interior, cada um poderá ter uma visão diferente.

Confesso que adorei a sucessão de momentos do filme e o seu conteúdo invulgar, e confesso também que a energia que o mesmo transmitiu e activou em mim ficou a ecoar muito após o fim da película, que sugiro que experienciem.

Acerca do nome do filme, um apontamento: a tradução escolhida poderá não fazer jus total a uma tradução mais fidedigna, já que Poor Things significa “Pobres Coisas”, ou “Coitadinhos”. Quando olhamos para alguém (e o rotulamos) como coitadinho estamos a negar o seu poder pessoal e a constatar e a impôr-lhe a escassez e o determinismo, com pena, do seu contexto físico, mental, material…O título Pobres Criaturas destaca a pobreza, também no sentido de coitadinho, de lamento, ainda que o filme seja rico em originalidade, criatividade, crueza, cor, manancial para reflexão e beleza sui generis. Quando remetemos alguém para esta designação (Pobre Criatura) estamos a fomentar a vitimização, a conotar alguém como vítima, privando-a do seu potencial de crescimento e expansão.

Somos todos criaturas. Criaturas de Deus. Mas principalmente somos e deveremos ser a nossa própria criatura  e eu diria que é nossa responsabilidade transformarmo-nos na nossa própria criação, à medida que desenvolvemos o nosso potencial e expandimos a nossa essência.

A definição de criatura no dicionário é: ser criado, pessoa, indivíduo, pessoa devotada à outra, pessoa que deve muito da sua formação intelectual e ideológica a outra. E isto está alinhado com a trama do filme.

Este filme foi uma experiência deliciosa que expandiu a minha mente, coração e acção através de vários insights e despertares causados pelo tanto que senti e pensei e que agora partilho convosco, correndo o risco de não escrever aqui tudo, porque esta escrita não consegue retratar plenamente o fenómeno único de vivenciar o desenrolar do filme no tempo e espaço em que se processa.

Não será um filme para todos os apreciadores de cinema, ou para todos os gostos, por ser tão invulgar, ainda assim há tanto de esplêndido neste filme com um argumento surpreendente: os momentos hilariantes e divertidos, o contraste de um mundo a preto e branco com um mundo colorido, paisagens e contextos deliciosamente coloridos, imaginativos e fantasiosos, a escolha oportuna dos nomes God e Bella, a presença de Lisboa e do Fado na voz de Carminho…

Um filme repleto de mensagens inspiradoras e até espirituais, que listo e resumo aqui de acordo com a minha visão e percepção, à medida que fui impactada pela história:

– a importância da liberdade e da liberdade de Ser;

– a importância de trilhar o seu próprio caminho, para além dos preconceitos e outras supostas limitações;

– a importância de viver sem tantos filtros, crenças, permitindo-se experienciar e fluir com a vida;

– entender que cada um é o responsável pela sua própria vida, pelo seu caminho e pelas suas escolhas, que não deverá ser imposto nem percorrido pelos outros;

– cada Ser é único, dotado de potencial e capaz de evoluir para uma melhor versão, através da expansão de consciência;

– a vida é dual e devemos aceitar experienciar tudo, desde o bom ao menos bom para que possamos ter uma vida plena;

– há momentos em que a nossa alma, mente e coração ficam assoberbados e devemos praticar o autocuidado de acordo com a nossa verdade;

– quem nos ama aceita-nos como somos e aceita e respeita as nossa escolhas e a nossa história, valorizando-nos;

– os relacionamentos podem ser tóxicos ou saudáveis e devemos reconhecer cada um deles para optarmos de forma sábia pelo que é melhor para nós;

– somos também a nossa história e é importante honrá-la.

Em suma, diria que cada um é também a sua própria criação, que somos pessoas e não coisas e que, quando cada Ser se permite experienciar a vida para expandir, fazendo escolhas de acordo com a sua essência, é possível encontrar o seu lugar e colocar os outros no deles, experienciando a paz que isso gera (não obstante os desafios) até porque, em última instância e no limite, sabemos sempre onde pertencemos e onde somos felizes, e com quem. 🩷 

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