A zona de conforto

A zona de conforto.

A famosa zona de conforto, acerca da qual, no âmbito do desenvolvimento pessoal, tanto se escreve e diz… Que devemos sair dela (da nossa zona de conforto) para evoluirmos.

E eu até concordo com isto. Parcialmente. Porque na minha visão não há nada de mal em estar confortável, em sentir-se confortável, e a nossa zona de conforto requer (e requereu), muitas vezes, esforço e trabalho e dedicação, numa construção para satisfazer as nossas necessidades básicas e menos básicas.

A obtenção do conforto também pode implicar, assim sendo, algum desconforto, claro, porque num mundo de acção e extremamente dual temos que fazer a nossa parte, e, tantas vezes, fazer essa parte vai deixar-nos desconfortáveis, a fazer coisas desconfortáveis, e a lidar com partes nossas desconfortáveis, com pessoas desconfortáveis e/ou circunstâncias desconfortáveis.

Talvez o que se pretenda dizer é que essa zona de conforto pode ser perniciosa quando ficamos presos nela (e imóveis) e deixamos de ambicionar e não fazemos o que temos que fazer para viver a nossa melhor versão, ficando acomodados nessa zona que será de suposto conforto, mas onde nada realmente muda ou se transforma. Essa zona que muitas vezes é confortável mas opressora, porque nos tolhe. Essa “bolha” pessoal do conhecido, do familiar, do que já dominamos e controlamos. Essa bolha que pode ser o nosso porto seguro, mas que tantas vezes nos afasta da verdadeira conexão connosco e com os outros.

Ainda quanto a esta tão famosa zona de conforto: também sou da opinião que ninguém gosta de se sentir desconfortável. Mas talvez o cerne acerca da saída desta suposta zona de conforto tenha a ver com ir mais além, ir para fora de pé (como quando nadamos), para ver e conhecer mais do mundo e de nós e dos outros e com isso expandirmos o nosso mundo interno e externo. Talvez esta noção deva ser transmitida como quão necessário e útil é o estímulo pelo desejo de ver mais, saber mais, fazer mais, abrindo as portas ao novo. Porque a vida em essência é renovação e transformação. Esse desconforto momentâneo seria então activado pela curiosidade e necessidade de aventurar-se no mundo e na vida, e seria atenuado pela promessa de expansão e conquista de bons resultados (sendo que quando os resultados não forem tão bons aprendemos sempre algo).

Sair para expandir e depois voltar ao lar, a essa estrutura onde estamos bem e nos sentimos bem, confortáveis e felizes. Estrutura que se vai alargando no conforto à medida que superamos o desconfortável, o sentimos e o integramos no domínio do conhecido e do que foi experienciado e superado. Porque haverá sempre momentos, situações e circunstâncias desconfortáveis. E isso tem que ser vivenciado porque muitas vezes não podemos escapar. Todavia é em encarar de frente esse desconforto que reside o nosso poder. Aceitar viver tudo isso para expandirmos a nossa força, resiliência e autoconhecimento.

É isso. Para mim sair da zona de conforto é ousarmos ser mais, viver mais, fazer mais, sem grandes loucuras, receios ou preconceitos. Apenas uma alegria de viver saudável.

É permitir-se fazer algo diferente para permitir que novas energias possam movimentar-se na nossa vida, fazendo-nos expandir para novos níveis. É vencer o medo.

Muitas vezes chega a ser contraditório, e, ao mesmo tempo, óbvio: para ficarmos confortáveis temos que abdicar temporariamente do conforto para podermos encontrá-lo, expandi-lo e regressar a ele.

Em jeito de conclusão, na psicologia a zona de conforto tem a ver com uma série de acções, pensamentos e comportamentos que a pessoa está acostumada a ter e que não causam medo, ansiedade ou risco. E eu acrescentaria que sentir tudo isso também faz parte de estar vivo e que permitir-se sentir e viver tudo isso, gerindo, integrando e compreendendo o que e por que se sente é condição fundamental para superar desafios e materializar sonhos através da expansão de consciência.

Porque se ficarmos muito tempo na zona de conforto, acabaremos por ficar desconfortáveis, à medida que ficamos reféns e não damos verdadeiras hipóteses à nossa melhor versão para se apresentar a cada dia, e desta forma vamos apagando a luz em nós que quer expandir e incendiar e iluminar o nosso mundo e o dos outros.

Sair da zona de conforto repetidamente até que se torne um prazer e contribua para tornar a nossa vida mais doce, talvez seja o caminho a seguir.

Por hoje era isto. Fica a sugestão para expandirem e saírem da vossa zona de conforto com um livro, por exemplo para desbloquearem algo na vossa mente, coração ou acção; na minha loja online tenho 2 livros em vários formatos (entre vários outros produtos e serviços), para se presentearem ou a alguém que amem. ❤️

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